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Oi gente linda, estou postando um vídeo sobre a senhora Giselle Cossard Binon, conhecida como Omindarewá, residente em Santa Cruz da Serra, no Rio de Janeiro... Uma Francesa que adotou o Brasil como Pátria e o Candomblé como Religião. Ántropóloga, amiga de Pierre Verger e apaixonada pela África... entre seus escritos está o livro "Uma Francesa no Candombé", facilmente encontrada em boas livrarias.
O motivo de eu estar postando este vídeo, em particular, é que fiz parte desta história...estava presente no momento de boas partes desta gravação.
Apesar de hoje, não conviver mais com esta Comunidade...e, de ter sido uma fase bem difícil em minha vida...tenho o orgulho de ter "VIVIDO" estes momentos.
Oi minha gente linda, aqui vai mais uma reportagem das páginas do UOL.
Recomendo que leiam com atenção...e se cuidem.
Eu passei por sérios problemas, devido ao stress e não desejo a ninguém.
O "famoso stress" praticamente acabou com minha vida profissional...deixando severas sequelas.
Como dizem....não leve a vida muito a sério!
Chegar ao limite do seu estresse pode ser um caminho sem volta. Ou você se cuida ou pode acabar sendo vítima da Síndrome da Estafa Crônica
Por Isabelle Lindote
Fonte: Revista Uma/ Edição 104
Lidar com as pressões cotidianas, em qualquer que seja a profissão, muitas vezes pode nos levar ao limite do nosso desgaste. Quando o estresse se reflete em cansaço no fim do dia, mas uma boa noite de sono se encarrega de renovar as energias, é sinal de que você pode precisar de férias, algo completamente normal em determinadas fases do trabalho. O problema é quando a situação de desgaste é tanta, que afeta a memória, a disposição física e impede o indivíduo de seguir com o resto de suas atividades.
Um alerta importante para todos que trabalham demais ou acham que podem administrar várias coisas ao mesmo tempo: Cuidado! Ou você para, ou seu corpo para por você!
A estafa ou o esgotamento profissional é resultado de um processo iniciado com excessivos e prolongados níveis de estresse no trabalho. De acordo com uma estimativa divulgada em 2008 pelo Isma Brasil, que desenvolve trabalhos para controlar o estresse, cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros são afetados pelo mal.
“A Síndrome da Estafa Profissional, ou Síndrome de Burnout, descrita em 1974, é uma doença psicológica caracterizada por um sentimento de fracasso, exaustão emocional, redução da realização pessoal e insensibilidade do indivíduo em relação ao seu trabalho e todos aqueles envolvidos no exercício de sua profissão”, explica a psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Alexandrina Meleiro.
Sabe a máxima que diz que quando não ouvimos nosso corpo, ele para por nós? É exatamente por aí. “A Síndrome da Estafa Crônica pode ser identificada quando os sintomas não desaparecem mesmo após um período
de descanso ou afastamento”, afirma a especialista.
Dor de cabeça, insônia e problemas gastrointestinais são alguns dos sintomas físicos que podem aparecer em conjunto com o cansaço excessivo e aparentemente não justificado.
Parando para não parar
Conhecida também como Síndrome do Esgotamento Profissional, a Síndrome de Burnout é resultado de um processo iniciado com excessivos e prolongados níveis de estresse no trabalho.
De acordo com a psicóloga Malu Rossi, do Centro Psicológico de Controle do Estresse, a doença afeta especialmente os profissionais obrigados a manter contato próximo com outras pessoas, como médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, professores e psicólogos.
“Os funcionários de companhias aéreas, devido aos acidentes e transtornos que têm atingido atualmente a Aviação Brasileira, também estão no grupo de alto risco para desenvolver a síndrome”, informa a psicóloga.
Segundo o livro Burnout: Quando o Trabalho Ameaça o Bem-Estar do Trabalhador, da psicóloga Ana Maria Benevides Pereira, publicado em 2002, boa parte dos sintomas também é comum em casos de estresse convencional.
Saiba a diferença entre estafa e a Síndrome de Burnout
A diferença é que o profissional com estafa crônica passa a tratar mal os colegas de trabalho, amigos, familiares e até mesmo as pessoas de quem deveria cuidar. Uma das principais causas da síndrome é a baixa realização profissional, com longas jornadas de trabalho, sobrecarga de tarefas e salário abaixo do esperado ou merecido.
O termo Síndrome de Burnout resultou da junção de burn (queima) e out (exterior), ou seja, quando a pessoa está física e emocionalmente abalada, resultando em exaustão e em um comportamento agressivo e irritadiço.
Como o tratamento da síndrome é feito por meio de acompanhamento psiquiátrico e psicoterápico, muitas vezes é necessário o uso de medicamentos, como analgésicos, ansiolíticos ou antidepressivos, por isso é essencial procurar perceber os sintomas e buscar ajuda antes que seja necessário gastar tempo e dinheiro cuidando do problema.
A principal diferença da estafa para a depressão é que na primeira a irritabilidade é muito maior do que a tristeza, que caracteriza o quadro depressivo. Logo, se você está sentindo seus nervos à flor da pele sem nenhuma chance de controle ou melhora a curto prazo, vale a pena rever seus conceitos: será que não há como mudar sua realidade profissional? Ou ao menos buscar formas de tornar sua vida fora do trabalho mais saudável
e divertida?
“As vítimas da síndrome podem desenvolver dores musculares, enxaqueca, gastrite, síndrome do intestino irritável, insônia e, até mesmo, doenças graves, como hipertensão, diabetes, alcoolismo, dependências de outras drogas e depressão. Muitos acabam precisando se afastar do emprego. Desses, apenas um terço consegue retornar”, alerta a psiquiatra Alexandrina Meleiro, da USP.
Então, antes que seu corpo trave e seja preciso tomar uma atitude mais drástica, procure desde já colocar mais positividade em seu dia a dia.
Praticar exercícios, ter horários regulares de sono (mesmo que você trabalhe à noite e seja preciso dormir de dia) e buscar mais qualidade de vida, mesmo que isso signifique uma queda nos ganhos mensais, sua saúde agradecerá. Sim, é isso mesmo: o ideal é mudar de vida, senão as consequências podem ser muito mais graves.
Primeiro, é necessário identificar as causas do estresse para aprender as melhores formas de se adaptar. Para tanto, a psicoterapia é um dos métodos mais eficientes.
“Desenvolver uma atividade social ou voluntária, por exemplo, também ajuda o paciente a dar uma nova dimensão para sua vida. Recomenda-se ainda adotar uma alimentação saudável, evitar o cigarro e as bebidas alcoolicas, dormir bem e praticar uma atividade física prazerosa”, afirma Alexandrina.
A doença pode afetar de executivos a donas de casa. Em comum, pessoas propensas à síndrome costumam ser críticas, muito exigentes consigo mesmas e com os demais, e possuem maior dificuldade em lidar com situações. “A pessoa é carreirista, ambiciosa e se excede nas horas de trabalho, imaginando-se insubstituível”, explica a psicóloga.
Só que os hospitais e consultórios médicos estão cheios de pessoas insubstituíveis que são forçadas a parar de trabalhar pelas mais diversas doenças.
Como reconhecer a Síndrome!
As 5 fases da síndrome
1- IDEALIZAÇÃO: acredita que vai mudar tudo, que fará um trabalho impecável. É a fase inicial na qual o indivíduo demonstra enorme empenho.
2- FRUSTRAÇÃO: depara-se com as restrições de pessoas e do local de trabalho, em face das mudanças que imaginava promover.
3- INDIFERENÇA: passa a executar as tarefas mecanicamente e torna-se gradualmente frio e muito crítico, falando mal da empresa e dos colegas.
4- ADOECIMENTO: aparecem sintomas psicossomáticos (ansiedade, depressão) e distúrbios físicos, determinando muitas vezes o afastamento.
5- RESSURGIMENTO: os estudos mostram que 30% dos pacientes conseguem transformar o próprio trabalho, outros 30% adoecem e são
afastados definitivamente, enquanto os demais mudam de ramo.
Causas, sintomas e tratamentos
CAUSAS:
* Tempo insuficiente de descanso e de férias
* Envolvimento excessivo com o trabalho
* Sensação de incapacidade e incompetência
* Alta expectativa com relação ao trabalho e consigo mesmo
* Frustração ao se deparar com a realidade
* Raiva
* Inadequação pessoal
* Problemas financeiros
* Falta de estrutura emocional para lidar adequadamente com perdas e frustrações
SINTOMAS GERAIS:
* Irritabilidade
* Pessimismo
* Baixa autoestima
* Frustração
* Falta de energia
*Despersonalização: vítima passa a tratar os outros de forma fria, como se fossem objetos
* Distanciamento emocional e social
* Desmotivação
* Afastamento dos familiares e dos amigos
SINTOMAS FÍSICOS:
* Alcoolismo
* Compulsão por comida
* Depressão
* Dor de cabeça
* Dores musculares
* Dor na coluna
* Gastrite
* Hipertensão arterial
* Insônia
TRATAMENTOS:
* Psicoterapia
* Afastamento do trabalho
* Realização de atividades físicas com regularidade
* Envolvimento com trabalhos voluntários ou sociais
* Bom sono
* Cultivar e manter interesses diversos fora da área profissional
* Manter equilíbrio entre a vida profissional e a familiar
* Fazer relaxamento ou meditação
* Alimentação balanceada e em horários regrados
http://itodas.uol.com.br/Portal//carreira/ponto_de_equilibrio/sucesso_sem_estresse/
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